Glossário

A-D

Liga

Combinação de vários metais

Artefacto

Erro de fabrico. 

ATELIER MONÉTAIRE

Local onde se cunham as moedas. Dezasseis oficinas monetárias contribuem para a cunhagem das moedas em euros dos dezasseis países e dos três micro-estados da zona Euro. Ver a rubrica «Países».

Anverso

Lado da moeda em que está colocada a representação da autoridade emissora que garante o valor da moeda. Esta regra nem sempre é respeitada no caso do euro.

Machado

Orientação dos cunhos um em relação ao outro, mais frequentemente expressa em horas. Nos séculos XIX e XX, o eixo situava-se geralmente às 6 horas, tratando-se de uma cunhagem dita «moeda». Com o Euro, passámos para uma cunhagem às 12 horas, dita «medalha», segundo a tradição alemã. Para obter o eixo de uma moeda, pegue nela entre o polegar e o indicador, com o anverso virado para si, na posição correta. Faça rodar a moeda da esquerda para a direita, de modo a poder ler o reverso: se o reverso estiver na posição correta, trata-se de uma cunhagem «medalha»; se o reverso estiver invertido, trata-se de uma cunhagem «moeda». (ver Descentrada)

SER

Qualidade de cunhagem dita «Prova», reconhecível pelo aspeto mate dos relevos sobre um fundo espelhado. Por extensão, chama-se «uma prova» a um estojo que inclui moedas supostamente com qualidade de prova.

BIMETÁLICO (OU BICOLOR)

bimetálico.

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BU

Qualidade de cunhagem designada por «Brilhante Universal», correspondendo a uma moeda normal nova. Por extensão, chama-se «um BU» a um estojo que inclui moedas supostamente em qualidade BU.

Boné

(também se diz cunhagem dupla) Moeda resultante de uma cunhagem efetuada duas vezes. Se a cunhagem dupla for ligeira, pode haver apenas uma pequena parte da moeda que está desdobrada; se a cunhagem dupla for mais importante, a moeda pode ficar totalmente deformada (ver ilustração).

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QUEBRA-CANTO

Quando um cunho está partido («fendido»), ele provoca uma marca em relevo nas moedas que cunha. Em teoria, o operário encarregue da máquina deve detetar um cunho partido e destruir as moedas cunhadas com o mesmo, mas, muitas vezes, estas moedas acabam por entrar em circulação. A Bélgica produz muitas moedas cunhadas com um cunho partido.

CERTIFICADO DE AUTENTICIDADE

Certificado emitido por um instituto emissor, que permite garantir a autenticidade de um estojo ou de uma moeda comemorativa não circulante. Geralmente, os estojos Prova (Proof) contêm um certificado de autenticidade, ao passo que os estojos Flor de Cunho não o contêm. No entanto, especificamos esta informação para cada estojo na rubrica «Estojos». Quanto às moedas comemorativas não circulantes, possuem-no na maioria dos casos, mesmo que não seja sistemático.

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CAMPEÃO

Parte da moeda deixada lisa, sobre a qual não foi gravado nenhum motivo. Consoante a preparação na oficina monetária e/ou o estado do cunho, pode ter um aspeto «espelho», um aspeto «cunhagem espelho» (proof), ser brilhante ou baço como os relevos.

Coração

(também se diz núcleo) Numa bimetálica, parte interior da moeda rodeada pelo anel.

MOEDA

Peça de metal, geralmente em aço e cilíndrica, na qual está gravada em cavidade a impressão de uma moeda. As moedas são cunhadas com a ajuda de dois cunhos, o cunho de verso (embaixo) e o cunho de anverso (em cima). À medida que se procede à cunhagem, os cunhos desgastam-se e passam do estado «Flor de Cunho» a um esmagamento cada vez mais acentuado. Assim, a expressão «Flor de Cunho» não designa originalmente o estado de conservação da moeda, mas sim o do cunho. Mantemos a designação «FDC» para as moedas, pois esta está atestada pelo menos desde o dicionário de Furetière (1690), o que é suficientemente antigo para merecer respeito. O estado de conservação dos cunhos é, no entanto, essencial na avaliação de uma moeda – de qualquer período – assim que se atinge e, sobretudo, se ultrapassa o Soberbo (SPL). Para avaliar o estado de conservação dos cunhos, observe com uma lupa os mínimos detalhes da moeda: são eles que se gastam mais rapidamente. As marcas privadas (diferentes de cunhagem) são habitualmente os detalhes mais finos de uma moeda.

MOEDA COMEMORATIVA

Moeda cuja cunhagem é motivada por um evento preciso. Podem ser « circulantes », cunhadas no metal usual pelo valor facial e numa quantidade que permita efetivamente a circulação no público. Estas moedas perfeitamente legítimas são classificadas na rubrica « Moedas circulantes ». Podem também ser fabricadas estritamente para colecionadores, habitualmente em metais preciosos e vendidas a um preço superior ao seu valor facial em embalagens soberbas e dotadas de certificados devidamente assinados e selados. Embora seja oficialmente possível pagar com elas pelo seu valor facial, tratam-se de medalhas monetiformes, ditas « moedas para colecionadores »; nesse caso, são classificadas na rubrica « Moedas comemorativas não circulantes ». Note-se também que algumas moedas « comemorativas » não comemoram precisamente nada em especial. Por exemplo, a série « Jean-Baptiste Bernadotte » cunhada em 2006 pela *Monnaie de Paris* ostenta simplesmente a efígie da referida personagem, sem que nenhum evento seja comemorado. Na sequência das outras séries do instituto, incluímos, no entanto, estas moedas na rubrica « Moedas comemorativas não circulantes ».

Coroa

Numa moeda bimetálica, parte exterior da moeda que circunda o núcleo (ou «inserção»).

COTE

Moeda cuja cunhagem é motivada por um evento preciso. Podem ser « circulantes », cunhadas no metal usual pelo valor facial e numa quantidade que permita efetivamente a circulação no público. Estas moedas perfeitamente legítimas são classificadas na rubrica « Moedas circulantes ». Podem também ser fabricadas estritamente para colecionadores, habitualmente em metais preciosos e vendidas a um preço superior ao seu valor facial em embalagens soberbas e dotadas de certificados devidamente assinados e selados. Embora seja oficialmente possível pagar com elas pelo seu valor facial, tratam-se de medalhas monetiformes, ditas « moedas para colecionadores »; nesse caso, são classificadas na rubrica « Moedas comemorativas não circulantes ». Note-se também que algumas moedas « comemorativas » não comemoram precisamente nada em especial. Por exemplo, a série « Jean-Baptiste Bernadotte » cunhada em 2006 pela *Monnaie de Paris* ostenta simplesmente a efígie da referida personagem, sem que nenhum evento seja comemorado. Na sequência das outras séries do instituto, incluímos, no entanto, estas moedas na rubrica « Moedas comemorativas não circulantes ».

EXCENTRADA (PANCADA)

Cunhagem devida a um cunho desapertado que originou uma moeda cujo eixo não é o eixo teórico. Convencionalmente, representamos o anverso à esquerda «ao alto» e o reverso à direita tal como ele se apresenta quando fazemos rodar a moeda segundo o eixo «6 horas – 12 horas». Mede-se a importância do desfasamento em horas ou em graus: uma moeda é dita «desfasada às 4 horas» quando o reverso aponta para as 4 horas quando o anverso aponta para as 12 horas. Neste caso, também se pode dizer que o desvio é de 120 graus.

DIFORMAÇÃO

Prática consistente em destruir uma moeda fazendo-a perder a sua forma. Uma moeda é, por exemplo, deformada numa oficina monetária se apresentar um erro de cunhagem. A moeda deformada é de seguida enviada para um fundidor para recuperar o metal. 

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DIFERENTE

Marca pessoal aposta numa moeda pelo gravador e / ou pelo diretor de uma oficina monetária ou pelo gravador-geral. Os distintivos são indicados ao lado de cada moeda na rubrica «Moedas circulantes». Dependendo das moedas, pode haver um, dois ou nenhum distintivo. Encontrará mais informações sobre os distintivos na rubrica «Países».

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